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Erro comum que faz incorporadores pagarem imposto a mais na venda de unidades

Erro comum que faz incorporadores pagarem imposto a mais na venda de unidades

No mercado imobiliário, onde cada porcentagem pode significar milhares (ou milhões) de reais em tributos, cometer um erro fiscal pode impactar seriamente a lucratividade dos empreendimentos.

Um dos equívocos mais recorrentes entre incorporadores é declarar a receita da venda de unidades fora do regime tributário correto, o que resulta no pagamento de mais imposto do que o necessário.

Neste artigo, a equipe da Brug Contabilidade revela o erro mais comum que faz incorporadores pagarem imposto a mais na venda de unidades e como evitá-lo com estruturação jurídica e contábil adequada.

A venda de unidades imobiliárias e os regimes tributários possíveis

Antes de entender o erro, é importante saber quais são os regimes tributários aplicáveis à incorporação imobiliária e à venda de unidades:

  • Lucro Presumido
  • Lucro Real
  • Simples Nacional (em casos específicos e limitados)
  • RET – Regime Especial de Tributação

A escolha depende do tipo de atividade, do enquadramento da empresa, da estrutura jurídica do empreendimento e da forma como a obra é executada e financiada.

O erro mais comum: não usar o RET na venda de unidades incorporadas

O erro mais grave – e infelizmente comum – entre incorporadores é declarar as receitas da venda de unidades no Lucro Presumido, mesmo quando o empreendimento poderia estar enquadrado no RET (Regime Especial de Tributação), que possui alíquota muito mais vantajosa.

Veja o impacto com um exemplo prático:

  • Venda de 10 apartamentos: R$ 5.000.000 de receita

  • Receita recebida em 2026

No Lucro Presumido, os tributos podem chegar a:

  • IRPJ: 15% sobre 8% da receita = R$ 60.000

  • Adicional IRPJ: 10% sobre o que exceder o limite = R$ 25.000

  • CSLL: 9% sobre 12% da receita = R$ 54.000

  • PIS/COFINS: 3,65% sobre a receita = R$ 182.500

  • Total estimado: R$ 321.500 (6,43% da receita)

No RET, a alíquota é fixa:

  • 4% sobre a receita recebida

  • Total: R$ 200.000

💡 Diferença de R$ 121.500 em apenas um único projeto. Em empreendimentos maiores, esse valor pode ultrapassar a casa do milhão.

Por que esse erro acontece?

Esse erro tem várias origens, e todas estão relacionadas à falta de orientação contábil e jurídica adequada na fase inicial da incorporação:

1. Não constituição do patrimônio de afetação

O RET só pode ser utilizado se o empreendimento for vinculado ao chamado patrimônio de afetação — uma estrutura que separa o patrimônio do projeto do patrimônio da empresa incorporadora. Muitos incorporadores ignoram essa formalidade, mesmo ela sendo simples de implementar.

2. Não opção formal pelo RET no início da obra

A legislação exige que o incorporador manifeste a opção pelo RET formalmente e no início do empreendimento. Ao não fazê-lo, mesmo que haja estrutura jurídica compatível, perde-se o direito ao regime e o fisco automaticamente exige o Lucro Presumido.

3. Confusão entre atividades de construção e incorporação

Algumas empresas tratam a venda de unidades como prestação de serviço de construção civil, o que impõe alíquotas elevadas sobre a receita para fins de IRPJ/CSLL, resultando em uma carga ainda mais pesada que a da incorporação.

Isso acontece por não separar corretamente as atividades no CNPJ ou por não distinguir contratos de construção de contratos de compra e venda.

4. Falta de planejamento tributário na fase de viabilidade

Muitos incorporadores iniciam o projeto focando apenas na engenharia e vendas, deixando a tributação para “resolver depois”.

O resultado é que a obra avança sem estruturação adequada e, no momento da venda, a tributação mais onerosa se torna a única opção viável.

Como evitar esse erro e pagar menos imposto na venda?

A Brug Contabilidade atua lado a lado de incorporadores para garantir que a estrutura tributária do projeto seja a mais econômica e segura possível.

Veja os principais passos para evitar o erro mais comum e economizar tributos:

✅ 1. Estruture a incorporação via SPE com patrimônio de afetação

A SPE (Sociedade de Propósito Específico) com patrimônio de afetação é o formato ideal para incorporar com segurança. Ela permite:

  • Separação contábil e patrimonial do empreendimento;

  • Adesão ao RET com alíquota de 4%;

  • Proteção dos bens contra passivos da empresa mãe.

✅ 2. Faça a opção pelo RET no momento certo

A opção pelo RET deve ser feita antes da primeira receita recebida ou no início do projeto. Isso exige controle contábil e jurídico alinhado. Depois que a venda começa, não é mais possível retroagir.

✅ 3. Classifique corretamente as receitas

Distinguir corretamente o que é receita de incorporação (venda de unidades) e o que é prestação de serviço de construção é essencial.

Ambas possuem margens de presunção diferentes e erros de classificação geram autuações e pagamento maior de imposto.

✅ 4. Tenha acompanhamento contábil mensal desde o início da obra

Não espere a venda para procurar um contador. O acompanhamento mensal do projeto permite simulações tributárias, planejamento de fluxo de caixa e controle da opção pelo RET.

Outros erros que elevam a carga tributária

Além de não usar o RET, outros erros que elevam os impostos na venda de unidades são:

  • Misturar receitas de empreendimentos distintos em um único CNPJ;

  • Usar CNAEs incorretos, que classificam a atividade como construção ou incorporação de forma equivocada;

  • Não emitir notas fiscais corretamente conforme o modelo da Receita;

  • Fazer retiradas de lucro mal estruturadas, que podem ser tributadas como distribuição irregular.

O que fazer se você já cometeu o erro de não usar o RET?

Se a sua empresa já vendeu unidades sem adesão ao RET, nem tudo está perdido. A Brug Contabilidade pode auxiliar com:

  • Diagnóstico tributário da operação;

  • Revisão de recolhimentos indevidos para solicitar restituição ou compensação;

  • Reestruturação jurídica e contábil para as próximas incorporações.

O erro de não usar o RET na venda de unidades é mais comum do que se imagina — e custa caro. Incorporadores bem assessorados conseguem reduzir significativamente sua carga tributária, aumentar a lucratividade do empreendimento e operar com mais segurança jurídica.

A chave está na estruturação correta do projeto desde a fase de viabilidade, com apoio de um escritório contábil que entenda da realidade do setor imobiliário.

Fale com a Brug Contabilidade e proteja sua lucratividade

A Brug Contabilidade é especializada no atendimento a incorporadoras e construtoras que desejam pagar menos impostos de forma legal, com segurança jurídica e total conformidade com a legislação vigente.

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